A brasileira Jaqueline Amorim, atual 13ª colocada no ranking peso-palha (52 kg) do UFC, recebeu uma suspensão de seis meses após testar positivo para uma substância proibida em um exame antidoping realizado fora de competição. A punição foi anunciada nesta sexta-feira (16) pela Combat Sports Anti-Doping (CSAD), entidade independente responsável por administrar o programa antidoping do UFC.
Ostarina foi detectada em exame fora de competição
A lutadora amazonense, radicada nos Estados Unidos, foi flagrada com ostarina, um modulador seletivo de receptores androgênicos (SARM) de efeito anabolizante. A substância é proibida em competições esportivas por favorecer o ganho de massa muscular e o desempenho de forma artificial. O nível encontrado na amostra, no entanto, era baixo - compatível, segundo a defesa da atleta, com uma contaminação involuntária por meio de suplementos alimentares.
Essa tese, apresentada pela equipe de Jaqueline, foi aceita pelos órgãos reguladores do programa antidoping do UFC, o que ajuda a explicar a duração mais branda da suspensão em comparação a casos semelhantes de uso de SARMs no esporte. O exame positivo foi conduzido pela Drug Free Sport International, responsável pela coleta e análise das amostras do programa.
Vitória sobre Loma Lookboonmee não é afetada
A suspensão não tem qualquer relação com o resultado da luta mais recente de Jaqueline, vencida sobre a tailandesa Loma Lookboonmee em maio deste ano, no card do UFC Macau, na China. A brasileira passou ilesa pelos testes antidoping realizados antes e depois do confronto. A amostra que resultou na falha foi coletada em 29 de julho, já fora do período classificado como "em competição", o que isenta o resultado daquele combate de qualquer questionamento.
Retorno ao octógono previsto para fevereiro
Jaqueline foi notificada da infração em agosto, e a suspensão passou a valer de forma retroativa a partir daquele momento. Com isso, a brasileira estará apta a retornar ao octógono a partir de 18 de fevereiro. A faixa-preta amazonense chega a essa fase da carreira com um retrospecto de cinco vitórias - todas por finalização ou nocaute - e duas derrotas desde que migrou do LFA, organização na qual foi campeã, para o UFC.
Para seu retorno, a expectativa é que Jaqueline enfrente uma adversária também situada no top 15 da divisão peso-palha, ainda sem confirmação oficial. O episódio reacende o debate sobre contaminação acidental por suplementos no esporte de combate, tema recorrente em casos de SARMs, mas não deve comprometer o planejamento da brasileira para seguir subindo no ranking da categoria.